Fundada no Coríntians

Fundada no Coríntians, originada do Ferrinho

A AEA foi fundada em 15 de dezembro de 1972, durante reunião entre políticos, comerciantes, empresários e líderes de entidades de classe locais. O encontro, realizado no Esporte Clube Coríntians de Araçatuba, começou às 20h e teve a duração de cerca de duas horas.

O nome da AEA foi idealizado por César Bombarda, que depois se tornou conselheiro do clube e é considerado um dos quatro fundadores principais. Inicialmente, cogitou-se colocar na agremiação o nome de Comercial, clube amador local comandado por Valdemar Giovanni, o Valdemar Cachorro.

Entretanto, a sugestão não foi aceita por Geraldo da Costa e Silva, que havia acabado de chegar de Ribeirão Preto, onde fez faculdade, e naquela cidade torcia pelo Botafogo, arqui-rival do Comercial de Ribeirão. Costa e Silva se tornaria, após a reunião, o primeiro presidente do time. O escudo, com quatro losangos dentro de um círculo, foi criado pelo hoje aposentado Juracy Violato.

Ao contrário do que muitos pensam, a origem da AEA não está ligada ao São Paulo Futebol Clube, time profissional da cidade que chegou a enfrentar e vencer grande clubes paulistas e cariocas da década de 50. O embrião foi o Ferroviário, time amador do bairro Santana que ainda existe e faz seus jogos no conhecido campo do Ferrinho, à margem da Avenida dos Araçás.

O Ferroviário do Santana inspirou a criação do Esporte Clube Ferroviário, clube que se tornou profissional nas mãos do comerciante Hélio Protti, dono de selaria, e disputou os quadrangulares finais da antiga Divisão Especial (atual A-2) nos anos de 67 e 68. Dirigido pelo folclórico João Avelino, o popular 71, o time foi eliminado na reta final.

Em 69, o Ferroviário virou o Araçatuba Futebol Clube, que em 71 se transformou em T-Maia — o time profissional da cidade passou a ter o patrocínio do frigorífico do milionário pecuarista Sebastião Ferreira Maia. Apenas em 72, quando o então presidente da Federação Paulista, Mendonça Falcão, proibiu que os clubes tivessem nome de empresas, foi criada a AEA.

Sobre este capítulo da história do futebol local, Aymoré Chiquito Ortega faz considerações. "O Tião Maia resolveu acabar com a equipe porque iria se mudar para o exterior, então me transferiu o passe dos jogadores e alguns materiais esportivos", revela. "Com isso montei o time da AEA."

 

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